Editor: Dr. Osvaldo A. Prado Castro


Resumos de artigos em destaque:


Autor: Dr. Marcos Baldavira Ferreira
Título: Estadiamento TNM do Câncer Gástrico: Análise comparativa entre as classificações de 1987 e 1997.

Estudou-se 274 pacientes submetidos a gastrectomia com linfadenectomia D2 ou D3 com o objetivo de avaliar o valor prognóstico do sistema de estadiamento da UICC (1997). Entre os pacientes classificados como pN1 pelo sistema UICC 1987, 17,4% foram re-classificados como pN2. Dos pacientes classificados como pN2, 32,9% foram re-classificados como pN1 e 36,7% como pN3. O tempo de sobrevivência para os pacientes classificados como pN1 e pN2 (UICC 1987) foi de 46 e 36 meses respectivamente. Para a nova classificação (UICC 1997) foi de 51 meses para pN1, 35 meses para pN2 e 16 meses para pN3. O seguimento mínimo foi de 60 meses. Concluiu-se que a classificação de 1997 é eficaz como fator prognóstico.

 

 

Autor: Nelson Fausto Dell'Aquila Jr.
Título: Micrometástase linfonodal em pacientes portadores de adenocarcinoma gástrico submetidos a ressecção radical: correlação de aspectos histopatológicos e importância prognostica.

Estudou - se 28 pacientes submetidos a ressecção radical D2 ou D3 com o objetivo de se correlacionar o prognóstico com a incidência de micro metástases estudadas através de análise histoquímica (PAS) e imunohistoquímica (citoqueratina). Em 15 pacientes (53 %) havia micro metástases, de modo que 6 (21,42%) houve mudança de estádio. Dentre os portadores de micro metástases, 33,33% estavam vivos num seguimento médio de 60 meses; nos que não apresentavam micro metástases, 69,23% estavam vivos no mesmo período de seguimento.

 

 

Autor: Carlos Eduardo Jacob
Título: Câncer Gástrico Precoce: Estudo dos parâmetros clínicos e histopatológicos - correlação com a sobrevivência a longo prazo.

O autor estudou 178 pacientes submetidos a tratamento cirúrgico por câncer gástrico precoce. O tempo médio entre o início dos sintomas e o diagnóstico foi de 13,3 meses. Em 149 pacientes realizou-se a gastrectomia subtotal, sendo que a reconstrução do tipo Y de Roux foi empregada em 51% das vezes na gastrectomia subtotal e em 82% na total. Em 154 pacientes realizou-se a linfadenectomia D2. A morbidade foi cerca de 18% e a letalidade foi de 3,9%. A localização mais comum foi no terço inferior e na pequena curvatura gástrica e o tipo histológico mais encontrado foi o indiferenciado. A invasão de submucosa esteve presente em 56,7% dos casos. Os índices de sobrevivência em 5 e 10 anos foram de 96 e 93,8% respectivamente.

 

 


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